sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Descertezas

Nesse mundo de tantas verdades, eu carrego meu olhar aberto na bagagem. Tantas vezes é ele que me faz doer o peito, duvidar, assustada, perante a verdade do outro, a segurança do outro, e me achar sensível demais pra esse mundo, pequena demais pra esse mundo, incerta demais pra esse mundo. Me faltam certezas, me faltam convicções, me faltam verdades inegáveis. Fraca, fraca, fraca... É este mesmo olhar que me transporta encantamentos, que me propicia encontros tão profundos com tanta gente de tudo quanto é canto. A senhora do ônibus que precisava tanto chorar, o moço que puxava o carrinho de papelão que exalava amor e axé, Dona Cris aos 95 anos com suas piadas, artes e canções, as irmãs que encontrei depois de crescida, Julia, Nina, Chris, Dara, Gisely, Mar, Rety, Carol, Erica, Nina, Estela, Stelle, Ana, Esther, Ana, as pessoas, nas praças, que me confiaram suas histórias de vida, apenas porque eu estava ali, parada, escutando, Dona Maria, seu sorriso aberto, Glória, seu respirar esperanças, Mestre Julio na consrução de suas máquinas, tantos mestres e mestras com seus olhares e histórias. Nessas horas, agradeço esse olhar, que fez com que essas pessoas identificassem em mim alguém que saberia ouvir e falar com respeito. Então reconheço a luz que há em mim, e brilho. Forte, forte, forte. Meu olhar me leva sempre pro outro, seja no medo ou no amor. Seja na sombra ou na luz. Talvez me falte saber fechar os olhos, e só escutar... Na escuta tem uma verdade. tum tum... tum tum....Meu coração me respira inteira. Eu sou um espaço tempo de Deus.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Melô da Dona Sombra

Eu sou feia
Eu sou torta
Eu entorto até o que há de mais reto em mim

Eu entorto
Eu estrago
Eu sou tudo que há de ruim

Eu sou feia
Eu sou torta
Eu sou porca
Quem me quer assim?

Eu sou feia
Eu sou torta
Eu amo até o que há de mais torto em mim

Se por medo
Ou coragem
Não importa porque eu sou assim

Eu sou feia
Eu sou torta
Essa é a natureza de mim

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Rio da Lua

Neste chão onde eu piso o que eu vejo é a terra
Hoje já não me cobre um manto de certezas
O que eu sei é começo de uma caminhada
O que eu sei não é fim nem pretende virar

Ah, rio da lua
A vida não termina no felizes pra sempre
Ah, rio da lua
A vida não termina quando algo se perde
Ah, rio da lua
O início de tudo sempre em movimento
Ah, rio da lua
O caminho é o trajeto do rio para o mar

domingo, 31 de julho de 2011

Rio da Lua

Depois de ver o filme, a vida não acaba no felizes para sempre; também não acaba quando parece que tudo deu errado, também não acaba quando o filme termina.
Encontro-me no espelho. Compreendo-me como minha mãe tantas vezes compreendeu. Conheço as ansiedades desse coração conheço a beleza dele e a grandeza da vida. Nã acaba. Vejo minha vida como um barco navegando no infinito desconhecido, cercado daquilo que eu não sei. Sorrio pra minha crise de fim de faculdade, para a sensação de urgência em fazer tudo certo, resolver tudo, encontrar o homem da minha vida, saber o que vai ser daqui pra frente e ser super bem sucedida, nossa, ser super bem sucedida! E existe isso?
Como é libertador saber que é tudo tão grande, que eu não sei, que meu barquinho tem o tamanho e o jeito dele, e ele é bonito assim.
O agora é tudo o que eu preciso saber!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Acabo de dar uma olhada geral nas postagens desse blog. Menina... Quantos processos! Crescer é mesmo uma coisa muito boa!

sábado, 28 de maio de 2011

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Ontem choro era peso
Ontem choro era dor
Ontem vida demais doía
Hoje amor

Hoje choro é fluxo
Hoje rio a dor