Essência não é seleção, nem síntese.
Essência é totalidade em movimento.
domingo, 19 de dezembro de 2010
sábado, 18 de dezembro de 2010
Aos poucos as coisas vão terminando por si. Como é natural o processo de morte! Importante estar com os olhos, os poros abertos, o coração atento, muito amor fluindo. Quando minha mãe partiu fui inundada de amor. A dor tinha seu lugar, doía aguda e ácida. O que trasbordava era o amor. Por todos os lados eu desabrochava em vida querendo ser vivida. O maior presente que minha mãe me deu, a morte inteira, sem medo, o silenciar do corpo e a vida transbordando em tudo que existe.
Eu nasci naquele dia e desde então venho parindo-me a cada instante. Sou o desabrochar da vida em mim.
Eu nasci naquele dia e desde então venho parindo-me a cada instante. Sou o desabrochar da vida em mim.
domingo, 5 de dezembro de 2010
"Cantar
Desnudar-se diante da vida
Cantar é vestir-se com a voz que se tem
Achar o tom da alegria perdida
E não ter que explicar pra ninguém
A razão desta tal melodia
Encharcada de sorriso e pranto
No cantar a lembrança se cria
E envelhece de repente
Vai solta no ar
Por isso eu canto
Canto para amenizar
Grande dor que me traz
O sorriso de alguém
Se a minha escola querida
Cruzar a avenida
Eu canto também
No canto
Vou jogando a minha vida pra você
Por isso, fecho os olhos pra não ver"
Desnudar-se diante da vida
Cantar é vestir-se com a voz que se tem
Achar o tom da alegria perdida
E não ter que explicar pra ninguém
A razão desta tal melodia
Encharcada de sorriso e pranto
No cantar a lembrança se cria
E envelhece de repente
Vai solta no ar
Por isso eu canto
Canto para amenizar
Grande dor que me traz
O sorriso de alguém
Se a minha escola querida
Cruzar a avenida
Eu canto também
No canto
Vou jogando a minha vida pra você
Por isso, fecho os olhos pra não ver"
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
E dessa pedra parte um movimento de desabrochar. Toda perda trás uma expansão. A pedra continua sendo pedra, mas é também flor. A pedra ainda está dentro da pele, dos ossos, entre os órgãos e líquidos. Mas é também o eterno crescer e abrir-se. É o movimento para o mundo.
E foi ao tirarem-me o chão que eu aprendi a voar.
Por isso a gratidão eterna, mesmo àquilo que me dói.
E foi ao tirarem-me o chão que eu aprendi a voar.
Por isso a gratidão eterna, mesmo àquilo que me dói.
Cabendo dentro de mim. Vejo que o mundo não me pertence. A pele é minha maior sabedoria e o toque com o ar é o carinho de existir. Existe uma solidão guardada dentro da pele e dos ossos, entre os órgãos e os líquidos. Algo que só pertence a mim. Fonte da dor e do prazer de ser, não sendo dor nem prazer. É apenas a morada que eu faço de mim, apenas a maneira como existo, antes de muitas coisas. Meu estar físico mais etéreo. É um mistério, o que há de mais próximo do que sinto. É o que mais sinto e por onde passam todos os sentimentos. E nem um sentimento é. É a morada. É como uma pedra, só que sem massa e em movimento, pequeno e cíclico, mas a energia é de pedra. É uma pedra. As pedras são boas e leves.
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