Ô homem... como eu aprendi a amar você.
Na relação dos corpos, do toque, do olhar, a gente vai aprendendo a amar o outro. A entender as diferenças, a crescer nos desafios, a saber convergir tudo num carinho imenso que transborda por todos os lados. Homem, na minha disposição, na minha coragem, aprendi a amar você. Aprendi a ser tua companheira e a querer-te inteira. Aprendi a inebriar-me com teu toque, a abençoar seu sorriso e seu pranto. Aprendi a amar teu silêncio, aquele que me assustava tanto. Tua silenciosa densidade envolta em mistério.
Aprendi a crescer o amor pra além do medo. A voar sabendo que existe a queda, mas que não existe a morte. De olhos bem abertos, fui percebendo que aprender a amar-te conduzia-me ao caminho infinito de reaprender a amar-me.
E agora, após a queda, cá estou, cabendo inteira dentro de mim. Aprendendo a chamar de passado a presença física desse amor por ti. Na distância dos corpos, do toque, do olhar, vou aprendendo também a amar. Aprendo a amar a impotência e a raiva, a saudade. Reaprendendo o amor por tudo que se manifesta através de mim, o amor infinito pela minha própria alma enriquecida pelo que vivi ao aprender a amar você. Honro o passado, honro este presente que me habita. Ter amado e amar eternamente é o fio de vida que guardo enrolado no peito e com o qual conecto-me ao mundo.
Um comentário:
Amei! :o )
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