Hoje eu queria ser um grão de feijão. Queria encolher-me tanto pra dentro de mim até diminuir de tamanho e ser uma coisa só, sem braços, nem pernas, nem órgãos em movimento. Eu queria ficar paradinha no meu estado de ser.
Mas acho que a vida está pedindo outra coisa de mim. Parece que quer que eu me abra, me expanda, me entregue, até virar um rio. O movimento do rio não acontece por esforço, mas por entrega. Acho que é isso. De qualquer maneira fico feliz em não ter de fazer esforço nenhum, pelo menos hoje.
Hoje só ser já é bastante coisa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário