Aos poucos as coisas vão terminando por si. Como é natural o processo de morte! Importante estar com os olhos, os poros abertos, o coração atento, muito amor fluindo. Quando minha mãe partiu fui inundada de amor. A dor tinha seu lugar, doía aguda e ácida. O que trasbordava era o amor. Por todos os lados eu desabrochava em vida querendo ser vivida. O maior presente que minha mãe me deu, a morte inteira, sem medo, o silenciar do corpo e a vida transbordando em tudo que existe.
Eu nasci naquele dia e desde então venho parindo-me a cada instante. Sou o desabrochar da vida em mim.
Um comentário:
As suas palavras são como esse amor do qual vc fala, que eu não consigo descrever, mas que vc diz.
Bjão! =***
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